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Mediocridade

Antes eu achava que o amor era uma bênção. Agora penso que também é maldição. Falo de todos os tipos de amor, incluindo entre amigos, pais e filhos, irmãos, amantes etc.

Como disse o poeta, “a mão que afaga é a mesma que apedreja” e existem mil maneiras de apedrejar. Seja por amor demais, por amor de menos, por proteção demasiada ou por sua escassez, de um jeito ou de outro, o amor acaba sendo prisão, corrente, âncora, na maioria das vezes.

No entanto, ele deveria ser pista de decolagem para voos incríveis que nos fazem retornar de alma leve. Teoria e prática raramente se harmonizam neste caso. Normalmente, existe uma alma sufocada tentando gritar por socorro, sem saber quem poderá ouvi-la e entendê-la.

A vida por si só já é prisão. Um espírito acorrentado a um corpo cheio de obrigações a cumprir, cheio de horários e regras de conduta. E dá-se à luz por amor. Irônico trazer alguém que se ama a esse mundo para ter de retalhar-lhe a alma, coibindo seus desejos e instintos, proibindo a livre expressão do que se é, do que se quer.

E assim serão todos os milhares de dias que se seguirão até o último suspiro: viver a mercê de uma sociedade pobre de espírito, repleta de pessoas burras e limitadas, incapazes de perceber que são adestradas desde o berço para servir uns aos outros com base em regras e modelos que nunca são contestados.

Quem disse que alguém deve ser condenado à morte em vida, perpetuando-se numa rotina que não lhe traz prazer nem felicidade para dar satisfação e contentamento a outrem? Vida medíocre!

 



Escrito por MSS às 20h31
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