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Adeus jornalismo

Fazendo um freela como jornalista nestas eleições, eu me lembrei do porque pretendo deixar a profissão. Estou cansada de viver rodeada por pessoas burras, preguiçosas e inconvenientes que se acham o centro do universo e o suprassumo da intelectualidade. Desculpem-me, mas vocês não são.

Tenho aversão a quase todos os editores com quem trabalhei e essa de agora é a cereja do bolo. É muito fácil sentar numa cadeira e ficar a manhã inteira dando ordens enquanto os soldadinhos rasos ralam para deixar tudo pronto.

E a cobrança? Pura encheção de saco, normalmente para expressar a hierarquia. Eu poderia jurar que quando todos nós morrermos, iremos para um buraco debaixo da terra para servir de comida aos vermes. A grande diferença é quem você foi  em vida e o legado que deixa.

Deus não está muito interessado no seu cargo ou renda ou status na hora de definir se você vai pro céu ou pro inferno. Acho que, na verdade, isso é uma escolha de cada um, com base no próprio caráter e nas atitudes.

Não sou santa. Lamento se for pro inferno um dia pela certeza de que reencontrarei um monte de conhecidos desagradáveis para desfrutar da eternidade. Mas pelo menos me esforço em ser boa, em não passar por cima de ninguém, me esforço muito para não perder a paciência e ser grossa, tento ser gentil, educada, colaborativa e generosa. É claro que estou longe de atingir o nirvana. Ainda assim, não vejo motivo para cavar para baixo.

Vivo com a meta diária de melhorar tudo o que consigo em mim. A perfeição eu creio que só existe em Deus. Então, senhores jornalistas e editores que não sabem se comunicar, não sabem se expressar, não sabem pautar, não sabem liderar, não sabem o significado da palavra cortesia, eu realmente espero me livrar de todos vocês ao partir para outra carreira profissional. Não foi um prazer nem divertido enquanto durou, na maioria das vezes, e vocês não são deuses. São meros mortais que alimentarão os vermes um dia.

Portanto, parem de empinar esses narizes e percebam que o mundo não gira ao redor dos seus umbigos. Há vida lá fora, do outro lado das paredes das suas medíocres redações onde gente de verdade é feliz. Alguns dias com vocês e já estou intoxicada por essas auras podres. Preciso respirar ar puro, bem longe, do lado divertido da vida.



Escrito por MSS às 21h41
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