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Reflexões de final de ano

Não importa quantas vezes eu troque de computador, são todos umas merdas! Claro que esse não era o começo do meu texto de fim de ano. Claro que esse incompetente apagou sei lá como o começo fofo do texto anterior, além de mudar meu estado de espírito de fofa para P. da vida. Enfim, estava falando de como 2013 passou rápido. Parece que à medida em que vamos ficando mais velhos, o tempo começa a acelerar. Quero deixar bem claro ao controlador do tempo que não tenho pressa em envelhecer, criar rugas e cabelos brancos, menos ainda em morrer. Dizem que quem nasce sob o signo de peixes está encarnando pela última vez, portanto, vamos desacelerar, ok? Quando eu era criança e ficava doida para o Natal chegar logo para ganhar um presente, o ano demorava séculos. Voltar para esse ritmo pode ser muito bom.

Acho que esse ano foi melhor que 2012. Senti falta de pouquíssimas coisas do ano passado. Já 2013 trouxe experiências no mínimo inovadoras. É inacreditável que eu nunca tenha beijado alguém com piercing na lingua antes. Achei estranho, diferente, mas ainda não decidi se é bom ou ruim, afinal, tenho ascendente em gêmeos, fazer o quê? Esse ano realizei sonhos de uma vida toda. Eu vi o Aerosmith tocar ao vivo!!! Só Deus sabe o tamanho da minha felicidade porque foi um desses momentos nos quais a gente sabe que se morresse ali, morreria feliz. Também assisti ao show do Bon Jovi, esse em São Paulo, durante uma viagem ma-ra-vi-lho-sa! Sabe quando você só passa no hotel pra tomar banho e pra dormir umas duas horas entre seis e oito da manhã? Essa era eu acompanhada de duas amigas queridas, vivendo a vida como se não houvesse amanhã. Confesso que no show, último evento da viagem, a gente estava só o bagaço. Bom demais!

Também foi um ano legal sob o aspecto profissional porque tive novas experiências e fiz novos amigos. Mais uma vez comprovei que o meu destino não é trabalhar por dinheiro e sim fazendo algo que preencha minha alma. Comprovei também que chefes neuróticos cujos egos devem ser maiores que os respectivos órgãos sexuais não servem para me comandar. Não consigo respeitar tiranos sem escrúpulos e isso é algo que nunca mudará em mim. Cada dia tenho mais certeza de que devo honrar tanto o meu diploma de Jornalista quanto o de Direito, buscando a verdade e a justiça, doam a quem doer. Minha alma não está à venda e isso é algo que sempre fará com que tenha orgulho de mim. Ainda nesse âmbito, decidi, finalmente, o caminho profissional que pretendo seguir e, embora seja uma longa estrada, tenho fé de que chegarei lá.

Fora isso, foi um ano de muita instrospecção, reflexão e auto conhecimento. Depois de muito tempo já consigo fazer novas perguntas em vez de estar atrás de antigas respostas. No meio do caos que crio diariamente tive insights que lembram muito a "luz no fim do túnel". Não estou dizendo que são a luz, veja bem! O tempo dirá. Aliás, o tempo dirá tanto sobre tanta coisa. De vez em quando, penso que perco muito tempo dando voltas em círculos, mas uma voz dentro de mim diz que é necessário porque o meu tempo é diferente do das outras pessoas. Não que eu seja melhor que os outros, ou uma rebelde como tantos tentam me definir. Cada pessoa é única, por isso, não é que eu queira ser diferente, é só que ninguém pode ser único e igual. Acho que talvez a maioria tente se encaixar, se enquadrar e não sei por quê, mas nunca fiz questão disso. Eu não espero compreensão, nem elogio, nem trégua ou cumplicidade. Eu devia ter uns oito anos quando concluí pela primeira vez que o que os outros pensam é problema deles. Então, vou no meu ritmo e pronto.

Outra coisa fantástica que descobri esse ano é que invisto muita energia falando com gente que não sabe me ouvir. Daí, tomei uma das decisões mais corajosas dos últimos tempos: fico calada. Hoje em dia parece que as pessoas têm sérias dificuldades em interpretação de texto. Fico impressionada como comentários bobos, infantis mesmo, atingem as pessoas como se fossem desaforos, afrontas e coisas do gênero. Pior, além de não saber interpretar textos, as pessoas não sabem ouvir, não conseguem entender a perspectiva do outro por se manterem em sua zona de conforto e o mais grave: ninguém quer ouvir a verdade. Existem dois tipos de pessoas: as que não têm sequer coragem de pedir opinião e as que pedem opinião em busca de endosso ao que elas pensam. Então, se não ouvem o que gostariam, ficam indignadas a ponto de passar semanas sem querer conversar. Superei essa fase quando tinha três anos de idade, por isso, quem quiser "ficar de mal comigo", vai ficar de mal sozinho porque estarei de bem.

Enfim, acho que este ano teve muitas coisas boas. Claro que teve algumas ruins, algumas tristes. Sorri muito, chorei pouco (graças a Deus!), me diverti, aprendi, cresci, amei e fui amada, comecei a enxergar sob novas perspectivas e creio que, se conseguir abandonar a preguiça, poderei ir além em 2014.

Agradeço demais a Deus por cada momento da minha vida pois sei que todos eles têm um propósito. Sou abençoada demais por ter esse entendimento. Aos meus 2 ou 3 leitores, agradeço a paciência e a lealdade de arrumarem um tempinho para ler as baboseiras que escrevo. Um feliz Natal, com uma noite voltada para o real significado desta data, que não é o presente ou a ceia, mas sim, comemorar o aniversário de Jesus, que veio ao mundo para nos salvar de nós mesmos. E que o ano vindouro chegue com ótimas energias, prosperidade e muitas coisas boas para todos nós. Até 2014!

 

 



Escrito por MSS às 01h43
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